Habilidades do século XXI e perfil do aluno

  • Além do trabalho realizado no ensino e no aprofundamento de conceitos em todas as disciplinas, e na promoção de competências e valores, o Jean Piaget preocupa-se em desenvolver junto aos alunos habilidades de aprendizagem importantes para obtenção de sucesso nos anos escolares, no mercado de trabalho e na vida pessoal.O perfil de aluno que queremos formar vai ao encontro das consideradas “Habilidades de aprendizagem do século XXI”, ou seja, habilidades e competências exigidas e valorizadas no novo formato de sociedade tecnológica, interativa e interdisciplinar que estamos vivenciando. Trata-se de um modelo social que exigirá, cada vez mais, um indivíduo preparado para lidar com novas formas de realizar tarefas, de lidar com problemas e com relacionamentos interpessoais. Estudiosos conceituados na área de educação apresentam as seguintes habilidades:
  • Resolução de problemas.
  • Pensamento criativo.
  • Comunicação e colaboração.
  • Pensamento crítico (desafiar, debater e discutir).
  • Tomada de iniciativa.
  • Tomada de decisões (comparar, analisar, selecionar e justificar).
  • Análise e avaliação de informações e ideias.
  • Determinação de metas.

Fonte: www.p21.org


Aprendizagem ao longo da vida: competências essenciais

SÍNTESE DE:

Recomendação 2006/962/CE sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida

PARA QUE SERVE ESTA RECOMENDAÇÃO?

A recomendação aqui apresentada insta os governos da União Europeia (UE) a integrarem o ensino e a aprendizagem de competências essenciais nas suas estratégias de aprendizagem ao longo da vida. A recomendação identifica oito competências essenciais que são fundamentais para cada indivíduo numa sociedade baseada no conhecimento.

PONTOS-CHAVE

  • As oito competências essenciais são as seguintes:
  1. Comunicação na língua materna: capacidade de expressar e interpretar conceitos, pensamentos, sentimentos, factos e opiniões, tanto oralmente como por escrito.
  2. Comunicação numa língua estrangeira: como descrito acima, mas inclui aptidões de mediação (ou seja, resumir, parafrasear, interpretar ou traduzir) e compreensão intercultural.
  3. Competência matemática, científica e tecnológica: domínio sólido da numeracia, compreensão do mundo natural e capacidade para aplicar conhecimentos e tecnologias às necessidades humanas identificadas (nomeadamente nos domínios da medicina, dos transportes ou da comunicação).
  4. Competência digital: utilização segura e crítica das tecnologias da informação e comunicação no trabalho, nos tempos livres e na comunicação.
  5. Aprender a aprender: capacidade de gerir eficazmente a sua própria aprendizagem, tanto individualmente como em grupo.
  6. Competências sociais e cívicas: capacidade de participar de forma eficaz e construtiva na vida social e laboral, e de empenhar-se numa participação cívica ativa e democrática, em particular em sociedades cada vez mais heterogéneas.
  7. Espírito de iniciativa e espírito empresarial: capacidade de passar das ideias aos atos através da criatividade, inovação e assunção de riscos, bem como capacidade de planear e gerir projetos.
  8. Sensibilidade e expressão culturais: capacidade de apreciar a importância criativa de ideias, das experiências e das emoções num vasto leque de suportes de comunicação, como a música, a literatura, as artes do espetáculo e as artes visuais.
  • Comissão Europeia:
    • contribui para os esforços nacionais destinados a desenvolver os sistemas de educação e formação;
    • utiliza as oito competências essenciais para incentivar a coaprendizagem e o intercâmbio de boas práticas;
    • promove uma ampla utilização das oito competências essenciais em políticas conexas da UE;
    • comunica, de dois em dois anos, os progressos alcançados.
  • Em 2009, a UE definiu um novo programa estratégico para a cooperação europeia no domínio da educação e formação (EF 2020) até 2020, substituindo o anterior EF 2010. O programa identificava a necessidade de a aprendizagem ao longo da vida e a mobilidade se tornarem uma realidade com sistemas de educação e formação melhor adaptados à mudança e ao mundo exterior.
  • Em 2014, o programa Erasmus+ assumiu o programa de aprendizagem ao longo da vida e seis outros programas, anteriormente separados, nos domínios do ensino, da formação e da juventude.

CONTEXTO

Num mundo cada vez mais globalizado, os indivíduos necessitam de uma vasta gama de competências para se adaptarem e prosperarem num ambiente em rápida evolução. O programa original de aprendizagem ao longo da vida foi concebido para oferecer oportunidades de aprendizagem às pessoas em qualquer momento das suas vidas.

Para mais informações, consulte:

PRINCIPAL DOCUMENTO

Recomendação 2006/962/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de dezembro de 2006, sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida (JO L 394 de 30.12.2006, p. 10-18)

http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=LEGISSUM:c11090